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Engraxate! Centro Histórico! São Paulo

Volto mais uma vez ao centro histórico de São Paulo. No Largo do Café noto mais uma ausência! Olho para o lado e sinto o coração apertado! Cadê o engraxate? Seu espaço ocupado pela polícia, policiado! Ele já havia dito que se aproximava sua aposentadoria, ali chegara nos anos 70 e dali partiria! Esse era seu desejo, conhecera o centro de outro tempo, de ar mais ameno. Será que partiu? Pois é! Trago algumas fotos atuais do Largo do Café! A imagem do amigo fica na memória, que tenha mais uma vitória! É vivo o interesse pelo centro, por sua recuperação! Ainda traz emoção! O bolo de bolacha na rua Álvares Penteado, ali ao lado do Largo é motivo de encontro. Que a alegria não decorra apenas da gastronomia! Viva a fotografia! Viva!!!
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Delícias! Centro Histórico - São Paulo

  Depois de um tempo sem ir ao centro de São Paulo, volto pela primeira vez neste ano de 2025, cheio de esperança, com a câmera na mão, feliz como criança! Pego o ônibus e desço na estação Sumaré da linha verde do metrô. Dali vou até a estação Paraíso, onde embarco no trem da linha azul para descer na estação São Bento. Na esquina da rua Boa Vista com a ladeira Porto Geral as luzes que encontro no caminho me lembram de Times Square em Nova Yorque! Sigo no rumo do antigo Banespão, hoje Santander, como se estivesse indo ao Empire State Building! Na verdade, apesar da beleza desses edifícios, meu passo é firme na direção de um prédio menor, bem menor. Ao me aproximar, já identifico dois colegas na porta da doceria da rua Álvares Penteado, onde iremos degustar o bolo de bolacha e em seguida sair para fotografar a cidade, na busca de mais felicidade! Como faço para dali extrair alguma belezura? O engraxate da esquina diz que tem muita feiúra! Olho à minha volta, tento conter a...

Abençoado! Sombras e Sombrinhas! Avenida Paulista! São Paulo

 Quando criança costumava deitar no chão frio da casa para amenizar o intenso calor de minha cidade natal! E dali, debaixo de tudo, contemplava meu pequeno mundo! Viajava por paisagens incríveis pintadas por minha mãe e expostas em quadros pendurados nas paredes! Eram vários os temas, muitos deles verdes! Alguns de cores amenas, com reflexos que apareciam no chão molhado, com sombrinhas coloridas e que me deixavam encantado! Guardo na memória essa lembrança, que tanto alegrava uma criança! Aqueles rabiscos que se apresentavam na tela, o movimento, tudo era motivo de atenção, de decifrar a novidade, de vir a entender bem mais tarde, que ali estava a felicidade! Agradeço muito à minha mãe por tanto ensinamento, dedicação e amor, às vésperas de seu aniversário, o que me faz sentir um abençoado e ainda estar até hoje ao meu lado! Viva!!!

Não há salvação! Centro Velho! São Paulo

O Viaduto Santa Ifigênia começa a publicação! Restaurado e policiado, se antes era palco de assaltos, hoje está mais para saltos e diversão! Limpo e bonito, agrada aos olhos, essa foi minha impressão! Dia de sol e céu azul, também aparecem as ruas XV de Novembro, 7 de abril e adjacências. Uma parada para o bolo de bolacha faz parte da caminhada! No caminho percebo que alguém emparelha comigo! Era intensa a passada, o rapaz chegou perto e de forma ritmada passou a integrar a caminhada!  Sua voz veio forte e sofrida: é difícil a vida, não tive pai nem mãe, é muito dolorida! E acrescentava que estava nas drogas! Sua fala soava como desabafo, como que a pedir uma palavra alheia, um pouco de atenção, ainda que fosse um mero olhar!  O que poderia lhe dizer diante daquela situação, qual a palavra a lhe falar? Se a vida já é difícil, como fica a quem não teve pai nem mãe?   Já me aproximava do metrô que iria pegar, mas ainda tive tempo de lhe fitar e dizer algo na entra...

Tio Celso! Mackenzie! Higienópolis! São Paulo!

A estação do metrô Higienópolis-Mackenzie está a um passo da faculdade que lhe empresta o nome. A São Paulo do século 19 recebeu uma casa que virou escola e cresceu em três séculos da história paulista, havendo a criação de cursos de engenharia para apoiar uma cidade necessitada de edificações e energia para as indústrias que surgiam (do livro Mackenzie em três seculos). O clima estudantil contagia, a arborização  e a bela arquitetura são fonte de alegria! Ao entrar no campus do Mackenzie com essa sensação, me lembrei do tio Celso, que nos anos 60 ali fez o curso de engenharia! Desse tiozão tenho muitas lembranças, teve participação em minha vida desde o tempo em que era criança! Ele gostava do celuloide do relógio para jogar botão. Acredito que ganhei dele algumas vezes porque era um amigão. Quando vim estudar em São Paulo, morei quase um ano com ele e minha tia! Eu era adolescente e aumentava a despesa da casa, porque muito comia! Há pouco tempo falamos ao telefone. Disse qu...