No alto das
encostas do tamanduateí, vigésimo segundo andar de prédio que anchieta e
nóbrega não conheceram, são vistas áreas imensas do centro histórico de são
paulo, uma das maiores cidades do mundo. O tatuapé, bairro de classe média
do passado, onde se respirava o pó das indústrias que fumegavam no brás, hoje
se levanta parte da grande capital, com o ar misturando-se a grandes edifícios;
a aclimação, recanto adorado outrora pelos paulistas. O centro velho,
mostrando os fundos da majestosa catedral e parte do prédio do tribunal de
justiça, palco das mais ricas tradições de são paulo na busca de solução de
conflitos, eterna recordação do arquiteto ramos de azevedo. Destacam-se ainda
os velhos edifícios martinelli e banespa (antiga sede do extinto banco do estado),
marcos preciosos de tempos de apogeu e até hoje interessantes atrações
turísticas. Ao fecho, o deslumbramento do pôr do sol, dando-se realce à
exuberância da natureza. Também a avenida do estado que vai
tocar, em seu extremo, o lugar do grito da independência da pátria amada. E o povo lá embaixo, na trepidante
busca de sua sobrevivência, muitas vezes amarga e vã, em evidente contraste com
a riqueza material de muitos. Mas, com tudo isso, e na beleza e
imponência de seu casario, e em memória de quantos já não estão conosco, viva
são paulo! (texto do mirassolense senhor dêja)
Mais uma vez saio à rua em busca do homem em movimento! É a busca frenética pelo ganha-pão que o leva a se mexer a todo momento! Vai a pé, de bicicleta, de transporte coletivo, sozinho, o que vale é seu esforço a percorrer o caminho! No percurso há paisagens deslumbrantes que não raro passam despercebidas pelo trabalhador! Seria a causa a pressa, a angústia, a dor? O fotógrafo é testemunha dessa correria desenfreada e busca o melhor ângulo para fazer o registro e ainda com tremor! Quer posar de pintor! Quanta pretensão! Na verdade, em regra pouco sabe dessa nobre arte e nada mais faz do que mexer a mão. E dedo indicador firme no botão, tudo na maior agitação! Viva!!!








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